Como construir uma cultura de inovação colaborativa
As organizações têm a capacidade de ser mais inteligentes o somatório da inteligência e do talento de seus membros. Infelizmente, a maioria não consegue alcançar esse potencial. A boa notícia é que existem algumas etapas práticas para aumentar a inteligência coletiva.
“A criatividade é pensar coisas novas. A inovação é fazer coisas novas.”
- Theodore Levitt
Boas ideias podem vir de todas as partes da organização, portanto crie ferramentas que permitam a todos se comunicar estrategicamente sobre inovação. Os possíveis inovadores podem precisar de ajuda para desenvolver um forte argumento estratégico.
Algumas ferramentas, como a da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), órgão governamental de inovação estadunidense focado em avanços transformacionais na segurança nacional, usa um conjunto de perguntas simples, visando refletir e avaliar os programas de pesquisa propostos:
O que você está tentando fazer?
Como é feito hoje e quais são os limites da prática atual?
O que há de novo em sua abordagem e por que você acha que será bem-sucedida?
Quem se importa? Se você for bem-sucedido, que diferença fará?
Quais são os riscos?
Quanto vai custar?
Quanto tempo vai demorar?
Quais são os testes intermediários e finais que permitirão medir o sucesso?
Esta abordagem pode ser facilmente ajustada para uso na maioria das organizações, pois fornecem uma linguagem comum que permite a qualquer pessoa propor uma nova ideia - e a todos julgar seu mérito.
Para fomentar uma cultura de inovação, controle e refine as ideias de maneira coletiva e contínua. Nas organizações ágeis, as novas propostas não são revisadas uma ou duas vezes por ano por um comitê sênior. Em vez disso, passam por um processo constante e contínuo de revisão, aprimoramento e, se necessário, descarte. O objetivo é que apenas as melhores ideias sobrevivam.
A verificação coletiva bem-sucedida depende de pelo menos duas coisas:
A primeira delas são diretrizes claras e comumente entendidas (ou seja, regras simples) pelas quais julgar as inovações propostas e a segunda é a participação de diversas partes interessadas no início e com frequência para ajudar a julgar e refinar a ideia.
As diretrizes facilitam a avaliação do valor de inovações e evitam apostas grandes e ruins em ideias relativamente não testadas. Os líderes seniores revisam periodicamente o portfólio de projetos que estão surgindo e os juntam, usando seu conhecimento das capacidades organizacionais e tendências de mercado e tecnologia para criar estratégia organizacional.
Além disso, ultrapasse barreiras que bloqueiam a inovação. A maioria das organizações possui procedimentos regulares para os líderes determinarem quais novos projetos devem ser financiados e quem será designado para essas iniciativas. Mas em organizações ágeis, a liderança é invertida. O trabalho dos principais líderes é servir as pessoas próximas ao mercado. Eles fazem o que podem para abrir caminho para novos projetos promissores e obter, para as equipes de inovação, os recursos de que precisam.
Usando essas práticas, as empresas podem aproveitar as ideias e a energia de todos os seus funcionários, em um ciclo no qual as ideias de inovação são examinadas, aprimoradas e promovidas por muitos, e não poucos. Ao fazer isso, as empresas ágeis agregam a inteligência de seus trabalhadores para prever melhor o sucesso futuro e agem para tornar esse futuro real.
























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